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'Minha História' é o diário inspirador de Michelle Obama em um documentário poderoso | 2020

NOTA  8.5

Por Karina Massud @cinemassud 


O ano de 2009 entrou para a História: Barack Obama foi o primeiro negro eleito pro cargo mais poderoso do planeta, o de Presidente dos EUA, e com ele uma era de esperança e avanços começou, pela primeira vez a voz da dita “minoria”, latinos, negros, gays, refugiados (que em tese deixaram de ser minoria há muito tempo) foi ouvida: tivemos o programa de saúde Obama Care, a retomada de relações diplomáticas com Cuba (Obama ganhou o Nobel da Paz por lutar pela cooperação entre os povos), a legalização do casamento homoafetivo e tantas outras conquistas que marcaram os dois mandatos do presidente democrata. Outro grande marco  foi a Primeira Dama, o “grande amor da vida de Barack” (palavras dele no discurso da primeira posse), uma mulher de voz ativa,  poderosa e que sempre o ajudou em todas as suas conquistas extraordinárias, modernizando o ditado popular “ao lado de todo grande homem sempre há uma grande mulher”.


Michelle escreveu uma autobiografia e saiu em turnê para promovê-la, turnê essa que virou o documentário “Minha História”, produção da Netflix com a HigherGround, produtora dos Obama.

Sua vida é contada com  fotos e detalhes da infância e adolescência; sua mãe, pai que morreu precocemente de esclerose, seus irmãos e o ciuminho que tem deles. A carreira como única negra na turma de Direito em Princeton, como conheceu Obama e até os problemas no casamento que foram enfrentados com terapia de casal. Ela até hoje inspira milhares de mulheres e homens, e essa face influenciadora da ex-primeira dama é muito emocionante, através dela muitas pessoas deram uma guinada numa autoestima coletiva combalida. “SIM, VOCÊ PODE!”

Narrado pela biografada, o documentário é como se fosse um diário, intercalando sua história de vida com as noites de lançamentos do livro, com autógrafos e entrevistas descontraídas onde Michelle mostra seu lado bem humorado, ao contrário do rótulo que a imprensa lhe deu logo no começo da campanha de Barack:  mulher negra raivosa num vestido de grife”. E por falar em grife, conhecemos também a personal stylist de Michelle, que ajudou a moldar a imagem de mulher elegantíssima e segura de si em qualquer evento, com roupas, acessórios e maquiagem perfeitos para ela, alguém que “não é minimalista” mas ousa com classe, afinal é uma superestrela, age e é tratada como tal aonde chega.

“Minha História” é uma grande reflexão sobre os anos Obama , o contraste e regressão que se seguiram com a eleição do republicano autoritário e retrógrado Donald Trump. E também um lembrete: ela, assim como tantos outros, veio de uma família que um dia foi escrava mas que não se deixou escravizar pelo racismo ainda existente em seu país, que diariamente ainda mata negros por puro e simples preconceito. Muita gente pode enxergar a produção como um compilado de conselhos de livro de autoajuda, visão que não tira o brilho dela! O carisma inegável de Michelle é o fator X que tira o documentário do lugar comum e o torna um material delicioso de assistir.


Vale Ver !



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