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PiTacO do PapO ! 'Meu Amigo Dragão' - 2016

NOTA 9.0


O que seria de nós cinéfilos sem o 'alivio' da fantasia entre um filme ou outro.... aliás, o que seria de todos nós sem a fantasia.  Em 'Meu Amigo Dragão', empreitada Disney que chegou aos cinemas em setembro,  se deixar levar pela magia é imprescindível para entender lá no fim porque esse gênero é tão necessário dentro da indústria cinematográfica.... Precisa explicar que de real demais já basta a vida? 


Nessa graça de história vamos conhecer o pequeno Pete (Oakes Fegley), que após um acidente de carro na floresta fica órfão. Ele logo é encontrado pelo dragão Elliot, que passa a protegê-lo. Seis anos se passam e a dupla está na mais perfeita sintonia, vivendo na floresta sem que alguém os tenha notado, já que Elliot possui a capacidade de se camuflar. Só que, um dia, Pete encontra o relógio da guarda florestal Grace Meacham (Bryce Dallas Howard). Ele passa a vê-la de longe, em um descampado onde uma madeireira está trabalhando, mas é descoberto pela jovem Natalie (Oona Laurence), que resolve segui-lo. 

A situação faz com que Pete seja descoberto e, após sofrer um acidente onde fica desacordado, é levado para o hospital. Tudo aquilo deixa Elliot desnorteado, ao ponto de deixar seu lar à procura do menino.

Mesmo com toda fantasia , o filme também nos faz lembrar de como nós seres humanos somos egoístas e mais burros do que as chamadas 'bestas'.  Bem , era assim que o dragão Elliot era considerado pela grande maioria. tanto que em determinada altura da história uma caçada é organizada pelo personagem Gavin (Karl Urban) que imaginava alcançar a fama com a captura do dragão. Como não trazer pro dia a dia, quando pensamos mais nos benefícios no que algo possa nos trazer sem pensar no outro e nas consequências disso ... e a magia? Bem, essa então já não existe mais há muito tempo.

Á frente da direção, David Lowery  (do excelente  'Amor Fora da Lei' - 2013) estreia em um filme juvenil. Bem, juvenil (ou infantil,  como queira) na forma , mas extremamente adulto pelos valores que questiona e pela condução sem floreios da história. O pequeno Pete vive dois choques: primeiro quando perde seus pais tão precocemente e de uma maneira tão dura,  e anos depois quando tem seu reencontro com a civilização. Nesse ponto da história, existirão os velhos clichês, contudo,  pela desenvoltura com que trabalha os limites entre a realidade e a fantasia, Lowery merece todo mérito de produções cada vez mais escassas dentro do gênero hoje em dia. 





Super Vale Ver !  



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