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PiTacO do PapO - 'Aladdin' | 2019

NOTA 8.5

Uma fábula de magia azul e música

Por Karina Massud @cinemassud 

Tapetes voadores, princesas árabes, a lâmpada mágica e seus mistérios sempre encantaram. Quem nunca sonhou com os 3 pedidos pro Gênio da Lâmpada?! 

A Disney parece ter ativado a fábrica de filmes live-action e agora, depois de “Dumbo, traz para os cinemas “Aladdin”, filme baseado na animação de 1992 que conta a história de Aladdin, órfão batedor de carteiras da cidade de Agrabah que se apaixona pela princesa Jasmine, mas ela só pode se casar com um príncipe, coisa que ele está longe de ser. O Vizir do reino, doido pra roubar o trono do Sultão, sequestra Aladdin para que ele resgate uma lâmpada mágica da caverna mágica, mas lá acontece o imprevisto e ele liberta o Gênio, a criatura mais poderosa do planeta, que vai conceder-lhe três desejos.


Exceto pelo canastrão Marwan Kenzari no papel do Vizir, o elenco todo é excelente. A lindíssima Naomi Scott está perfeita como uma Jasmine empoderada que quer ser sultana apesar das leis a impedirem (mas quem faz as leis mesmo?), seguindo essa tendência maravilhosa de mulheres fortes que tomou conta do cinema, sejam elas princesas antes frágeis  ou super heroínas contemporâneas. Aladdin é vivido com nobreza e bom coração pelo ator Mena Massoud - é a mídia devagar mudando a imagem dos povos árabes, pois nem todos são terroristas e maus. 

O saudoso e genial Robin Williams, numa interpretação (dublagem) icônica, tornou o Gênio da lâmpada da animação num sucesso estrondoso! Para revivê-lo em um filme live-action a escolha deveria ser de um astro à altura no talento e carisma. E eis que Will Smith aceitou o papel e se saiu muito bem, imprimindo seu próprio estilo “Will Smith de ser” que todos conhecemos e amamos, com dancinhas, tiradas engraçadas e zoeiras mil. Atentem também pro macaquinho Abu e pra arara cínica do Vizir, personagens que rendem boas risadas. O desfecho é uma alegria só com a evolução e mudança de todos os personagens.

Os números musicais são rápidos mas muito bons, numa exuberância deliciosa que beira o kitsch, presente também nos lindos figurinos - todos eles parecem saídos de uma Bollywood luxuosa. A cidade árabe de Agrabah é toda rebuscada assim como os ótimos efeitos visuais, como as estripulias mágicas do Gênio e os vôos panorâmicos no tapete voador. Tudo muito colorido e de alto astral.

O diretor Guy Ritchie, conhecido por filmes mais alternativos e violentos, “Snatch- Porcos e Diamantes”, “Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes” (e principalmente por ser ex-marido de Madonna), foi muito bem sucedido em “Aladdin”, apostando numa produção leve que não ousou em inserir nada de novo (só em poucos detalhes já citados),  apenas recriou com louvor o que já foi sucesso na animação e no musical. Uma ótima surpresa para os fãs do clássico!


Vale Ver !


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