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PiTacO do PapO - 'Viper Club' | 2019

NOTA 7.0

Por Rogério Machado

Existem poucos artistas que poderiam ostentar  uma chancela sem limites. Independente do gênero ou mesmo de um roteiro de cunho duvidoso, são capazes de transpor gaps ou vícios e acabam por entregar muito além do que a própria obra  poderia almejar. 'Viper Club', ainda sem previsão de estreia oficial por aqui, figura entre esses trabalhos que não apresentam força narrativa a altura do tema que abraçam , mas que ainda sim ganham contornos especiais pela grandeza de seu protagonista.  Susan Sarandon é uma dessas grandes atrizes capazes de tal feito.  


Na história Mrs Sarandon é Helen, uma enfermeira veterana de emergência que secretamente passa por dificuldades para libertar seu filho Andy (Julian Morris), um correspondente de guerra, de um grupo terrorista. Depois de enfrentar barreiras com agências do governo, F.B.I e afins,  ela descobre uma comunidade clandestina de jornalistas e advogados que podem ajudá-la. Esse grupo é o chamado Viper Club do título, que contam com diversos modelos de mobilização, entre elas a doação de quantias em dinheiro afim de pagar uma espécie de resgate por reféns nesse mesmo tipo de situação. 

A produção feita pelo You Tube, (o You Tube Originals, que ensaia entrar com força no seguimento) tem a direção da estreante Maryam Keshavarz, que através do drama dessa mãe em pedaços também propõe uma espécie de apelo contra o terrorismo. É exatamente aí que a proposta falha: a construção desse processo em que se dá o esquema de doações não é exatamente claro e falta uma melhor abordagem de como todo o processo funciona, e como esse dinheiro efetivamente chega ao seu destino: os terroristas. Se existe uma função social além do drama, há falha no discurso. 

Contudo, se a narrativa falha em mostrar com eficiência a função desse 'clube de ajuda' ou de como é surreal a vida de um jornalista que cobre conflitos, o olhar dessa mãe que anseia pela presença do filho e entra no engajamento para seu retorno é tocante. Sarandon protagoniza belos momentos de contemplação e flashbacks com o filho em diversas fases da vida. O longa acaba desviando do seu propósito, mas em contrapartida nos dá de presente a história de uma mulher que redescobriu o mundo ao redor e que passou a fazer diferença nele. 


Vale Ver !


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