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Crítica Escracho! Super Combo DC Comics | 2013 - 2017

Por Vinícius Martins @cinemarcante 


Pirocas. Foi com isso que o Universo Cinematográfico DC começou. Pirocas voadoras. Logo nos primeiros vinte minutos de O Homem de Aço (2013), o tiozão Zack Snyder meteu na tela (em um glorioso 3D) grandes pirocas apontadas para o céu entrando num imenso buraco negro artificial para aprisionar Zod e seus aliados rebeldes. Nessa hora todo mundo pensou “fodeu”, meio que literalmente. Só que o que era pra ser foda acabou ficando cagado.

O começo do DCCU é bom, isso não dá pra contrariar. Teve Metrópolis sendo destruída, invasão alienígena level hard, o fantasma do Gladiador brincando de ser porteiro, essas coisas. A coisa era aparentemente fácil, mas se fez complexa pelos dilemas morais que Superman teve que enfrentar. Afinal, matar ou não matar?


O absurdo no todo é que ninguém se importou com as centenas de vítimas da destruição causada pelo embate entre Zod e Superman, mas ficaram cheios de mimimi na internet por causa de um pescocinho de galinha torcido. Puta que pariu, deixa o cara matar em paz.

Deu ruim, o estúdio quis mudar o tom, mas o tio Zack disse “not yet, bitchies”, e bateu o pé pra fazer o Batmão da depressão. Daí a internet voltou ao mimimi quando disseram que o Batman seria o Ben Affleck e que a Mulher Maravilha seria a Gal Gadot. Aí as opiniões mudaram de novo quando lançaram o primeiro trailer, mostrando que o público que assistia aos filmes da DC era o mesmo que discutiu na internet sobre o vestido ser preto e azul ou branco e dourado.


Quando o filme saiu, em março de 2016, o que já era grotesco sobre a opinião do povo ficou ainda mais bizarro. A treta foi tão grande que teve até gente imitando o grito do Galvão no tetra campeonato brasileiro de futebol na rede, dizendo “É TRETAAAA, É TRETAAAAAAA”. 


O bagulho ficou doido, e não era pra menos. 'BvS' (2016) ficou bagunçado, contraditório e bastante confuso. Ben Affleck conseguiu ser o Batman mais maneiro de todos, e ao mesmo tempo foi também o mais tapado. Nem Adam West era tão burro. <Entenda aqui> Teve um plano sinistro do Lex Luthor, que tinha tudo pra dar errado, e umas pontas gratuitas da cambada que vai aparecer em Liga da Justiça, só pra fazer fan-service mesmo. Desnecessário, mas deixa pra lá, vida que segue… Só que não seguiu, e aí, pra piorar a situação, tem a Martha. Uma das cenas mais cafonas de todos os tempos, senhoras e senhores, é a que o Batman pára de atacar, lembra da infância e toca um pianinho no fundo. Porra Zack, porra Hans. É sério que vocês fizeram uma merda dessas?


E o que já tava ruim ficou ainda pior. Afinal, o que é um peido pra quem já tá todo cagado, né não? Lançaram 'Esquadrão Suicida' (2016), que foi o atestado de óbito do DCCU. O filme é até maneirinho, mas é um absurdo de ridículo, com interações forçadas e um Coringa que ronrona mais do que o Gato de Botas em Shrek 2. Teve gente que não tava nem aí pro grupo, que numa cena tava pouco se fodendo pra ajudar a galera e na cena seguinte tava chamando os trevosos de família. Mas que caralho é isso agora? Tá pensando que tá em Velozes e Furiosos? Isso não dá certo, tem que conquistar e convencer antes de chamar de família, mermão. Até o Vin Diesel tá careca de saber disso.


Aí mudou o ano e fomos para a ilha da Xena, onde Diana e azamiga estavam em harmonia com tudo, menos com a atualidade. A primeira guerra comendo solta lá fora e as broacas todas querendo pagar de divindade. Tava na cara que ia dar bagunça pro lado delas. Elas fazem o quê? Deixam a mais desinformada ir ver como tá a situação no mundo. Puta que pariu, aquela mulher não parava de fazer perguntas óbvias. Se ela é mesmo uma mulher que se diz entendida sobre sexo e prazer como ela diz ser, e que leu centenas de livros e a porra toda, então como caralhos ela poderia não saber o que é um casamento? Um CASAMENTO, carai. A rola do Kid Bengala é mais fácil de engolir do que essa mentira.


E agora temos 'Liga da Justiça' (2017), e já ficamos na torcida para que o cheirinho de bosta que tá subindo seja dos esgotos de Gotham e não da qualidade do filme. Afinal, ainda temos fé em Zack Snyder.


'Papo de Cinemateca - Muito Cinema pra Todo Mundo' 

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