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PiTacO do PapO - 'O Mistério do Relógio na Parede' | 2018

NOTA 9.0

Magia do tempo

Por Rogério Machado 




Parece que os fãs do cinema de fantasia e aventura ao melhor estilo 'saga Harry Potter'  já podem comemorar: 'O Mistério do Relógio na Parede' , que chegou semana passada nos cinemas, tem diversos elementos que rementem ao sucesso da obra de J.K Rowling. Personagens carismáticos, um protagonista mirim que conquista já no primeiro ato , seres fantásticos, e claro, muita magia. O filme baseado na obra do americano John Bellairs datada de 1973, faz parte de uma trilogia que com certeza deve render outros filmes. Mas, os pontos positivos não param só na temática, outros atributos que elevam o nível do longa, podem ser observados sem muito sacrifício. 


Na história seremos apresentados ao pequeno Lewis (o adorável Owen Vaccaro), de apenas 10 anos, que acaba de perder os pais e vai morar em Michigan com o tio Jonathan Barnavelt (Jack Black). O que o jovem não tem ideia é que seu tio e a vizinha da casa ao lado, a Sra. Zimmerman (Cate Blanchett) são, na verdade, bruxos. Aliás, bruxos não, eles preferem ser chamados de feiticeiros, e é entre um corredor e outro dessa casa que já foi de um poderoso mágico, Isaac Izard (Kyle MacLachlan), que Lewis sentirá que tem algo de estranho com o local e também descobrirá que não é um menino comum. 

Chama a atenção o modo despretensioso como o diretor Eli Roth (cineasta que até então havia apostado muito no terror, 'O Albergue' -2005, 'Bata Antes de Entrar' - 2015), conduz a trama, mesclando traços de comédia e elementos do do gênero que o trouxe às luzes em Hollywood, sem pender mais para um lado ou para o outro. A própria presença do ator Jack Black, visto sempre em comédias, algumas sem relevância, poderia representar um risco, mas não, as piadinhas ficam de lado e a porção comediante se estabelece em segundo plano, que se faz notada muito mais pelas expressões que consagraram o ator em seus trabalhos. Esse contraponto naturalmente também se firma pela persona classuda de Blanchett, atriz que passeia do cult ao blockbuster deixando sua marca de elegância até em textos sem grande profundidade. 

Mas, engana-se quem acha que 'O Mistério do Relógio na Parede' é mais uma história vazia para replicar um sucesso ou arrebanhar fãs de Harry Potter. No meio de todo o pretexto da magia, existe uma história de aceitação, superação da dor da perda, e sobre saber administrar o tempo com o que temos, e não querer ultrapassar a ordem natural das coisas. O relógio deve ser encarado como um amigo - o 'tic tac' (está ouvindo o 'tic-tac'?) deve ser visto como uma espécie de cronômetro do bem, que não apenas conta nosso tempo mas ajuda-nos a superar momentos difíceis. 

No mais, fotografia colorida e bem iluminada, direção e arte e figurinos super bem cuidados e elenco que dispensa apresentações. 'O Mistério do Relógio na Parede' tem liderado nas bilheterias americanas e está em cartaz nos melhores cinema por aqui.


Super Vale Ver! 


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