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PiTacO do PapO - 'O Silêncio' | 2019

NOTA 4.0

É igual 'Um Lugar Silencioso’, só que diferente

Por Vinícius Martins @cinemarcante 


Todo mundo riu quando foi publicada a sinopse de 'O Silêncio’ por causa de sua semelhança com 'Um Lugar Silencioso’, lançado nos cinemas em 2018, um ano antes de o filme dirigido por John R. Leonetti (conhecido por dirigir o mediano fraco 'Annabelle’, de 2014). Todos disseram “é o mesmo filme, a Netflix está copiando o outro filme lá”, mas estavam redondamente enganados. Esse daqui é ruim.


Apesar de a premissa ser essencialmente a mesma, este filme e 'Um Lugar Silencioso’ são, surpreendentemente, bastante diferentes. Aquietando-se silenciosamente em extremos opostos, essas duas obras tem níveis de qualidade totalmente distintos. Se na produção de John Kasinski há um roteiro bem construído e amarrado, aqui vemos uma aleatoriedade de infortúnios desprovidos de emoção ou grande carisma. Há semelhanças convenientes entre os dois filmes, como o fato de a família que protagoniza a trama ser fluente em linguagem de sinais por causa da filha adolescente que é surda, e o fato de a humanidade estar sendo atacada por dúzias de criaturas carnívoras cegas que se guiam através de uma audição apurada (conceito que rende alguns furos pontuais em ambos os longas); mas é só. Os efeitos visuais de 'O Silêncio’ são porcos e mal acabados, com uma qualidade lamentável de filme B que o coloca em um patamar equivalente ao de 'Sharknado’. E nem a atuação esforçada de Stanley Tucci salva o filme de ser um fiasco.

Sem dar a devida dimensão de urgência e perigo necessária para que a própria ideia funcione, 'O Silêncio’ é um filme sem expressão e, consequentemente, sem “voz própria”. Se quiser ver, assista sem se preocupar em atender telefone, ir ao banheiro ou responder algum e-mail sem urgência do trabalho; quando voltar a atenção ao filme será como se tivesse pausado, porque você não vai ter perdido nenhuma cena importante.


Nem Vale Ver !


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